Crítica de cinema: Por que Vivemos e Van Gogh, 2 animações para viajar

Tirando as poucas produções multimilionárias dos EUA, de estúdios como Disney-Pixar etc., raramente as salas de cinema do Brasil recebem animações de grande qualidade de outros países. Essas são verdadeiras “moscas brancas”.

Graças aos céus, porém, estão em cartaz ao mesmo tempo duas produções incríveis que nenhum cinéfilo ou amante das animações deve perder.

Por Que Vivemos é um trabalho comovente do japonês Hideaki Oba, que conta a história de Ryoken, um sujeito bronco e mal-humorado que trata todo mundo na base da patada. Inclusive sua doce esposa, Chiyo.

Uma tragédia vai se abater sobre a vida desse rabugento e ele precisa repensar toda sua vida de uma forma dolorosa.

Ryoken, porém, terá um momento decisivo em que deverá escolher entre o sacrifício pessoal e a fuga de uma situação desesperadora.

É um filme dolorosamente lindo, minimalista como é tradição em boa parte das animações orientais.

COM AMOR, VAN GOGH

O segundo filme que o site considera imperdível é a co-produção Polônia-Reino Unido “Com Amor, Van Gogh”, que se aprofunda na vida e, principalmente, na morte do genial pintor holandês (1853-1890).

Difícil até chamar essa obra de animação, já que lembra mais uma peça de arte, só que feita a mais de 200 mãos.

Isso mesmo, mais de cem pintores e artistas diferentes pintaram a mão frame a frame desse longa que dura 1h35min.

Os artistas reproduzem o estilo do mestre holandês, e são divididos em dois grupos: os que pintam o “presente” da narrativa e os dedicados às lembranças, todas em preto, branco ou cinza. É encantador, quase uma “viagem” cinematográfica.

A história se baseia na visão de um filho de um carteiro muito amigo de Van Gogh, que tinha dúvidas se o pintor havia mesmo se suicidado ou se fora alvo de crime.

De qualquer forma, são dois filmes que você jamais vai se arrepender de ter comprado ingresso. Valem cada centavo.

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Veja o trailer de “Por Que Vivemos”

Veja o trailer de “Com Amor, Van Gogh”

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Sobre:

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

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