Crítica de cinema: Em Ritmo de Fuga, a trilha sonora supera o filme

Estreia na próxima quinta-feira no grande circuito o filme de ação “Em Ritmo de Fuga”. Se você já viu o trailer pode até pensar que se trata de mais desses genéricos de “Velozes e Furiosos”, mas está bem longe disso. Não é melhor nem pior, aliás. É diferente.

MENINO-PROBLEMA

Primeiro uma breve sinopse: Baby (Ansel Elgort, o mocinho do indecentemente apelativo “A Culpa é Das Estrelas”) é um garoto com um elevado grau de autismo. Vive ensimesmado em seu próprio mundo, ouvindo um de seus muitos iPods e toca músicas nele de acordo com seu estado de espírito.

O espectador sabe pouco do personagem: apenas que é motorista especializado em drifting (um tipo de pilotagem que necessita de modelos de carros específicos) e que ajuda uma gangue de assaltantes de bancos.

Aos poucos, a personalidade e os motivos do “ensimesmamento” de Baby vão se revelando, enquanto ele se complica cada vez mais com o chefe da gangue da qual ele faz parte (o sempre malévolo Kevin Spacey).

Baby tem um bom coração, no fundo é um bom rapaz e a gente se pergunta como é que ele foi parar naquele grupo de delinquentes e assassinos.

Afinal, ele cuida de um idoso paraplégico e mudo, é muito tímido, mas tem esse talento inacreditável para pilotar (as cenas de perseguição são um ponto alto do filme, que esbanja “patrocinadores” automobilísticos, a começar pela japonesa Subaru, cujo logo é a primeira coisa que se vê).

JOVEM PROTAGONISTA VAI BEM

É notável que, a despeito de estar cercado de “monstros” do cinema como Spacey, Jamie Fox e o queridinho Jon Hamm (“Mad Men”), Elgort mantenha em seu personagem caótico e um tanto obtuso todas as atenções do começo ao fim. Ok, o filme é absolutamente inverossímil, mas, lembrem-se: em cinema pode-se tudo.

A atuação de Hamm, aliás, como um vilão apaixonado pela parceira Darling (Elza Gonzales) –ambos cheiradores de pó contumazes–  é outro ponto positivo. Ele está ótimo.

Mas o que o filme tem de melhor não aparece em imagens. É a trilha sonora espetacular que toca nos iPods de Baby, e que é compartilhada com o público.

São músicas de todos os estilos e só coisas finas. Com destaque para uma cena antológica de perseguição (pedestre, não automotiva) com a fantástica “Hocus Pocus” (Focus) ao fundo.

Só a trilha já valerá o valor do ingresso. O resto é bônus.

Filme – Em Ritmo de Fuga

Onde – Nos cinemas

Estreia –  Quinta, dia 27

Avaliação – Bom 🌟🌟

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Veja o trailer do filme:

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Sobre:

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

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